VERTIGEM VISUAL- PERGUNTAS E RESPOSTAS

Neste post, esclareço as principais dúvidas sobre vertigem visual. Se você quer uma texto mais explicativo, clique aqui.

  1. O que é vertigem visual?

    Nosso equilíbrio é feito pelo sistema vestibular, visão e propriocepção. Em geral, o sistema vestibular é predominante, mas certas pessoas dão preferência às informações visuais, o que gera um tipo específico de  tontura, chamada de vertigem visual, ou dependência visual ou ainda tonturas visual.

  2. Quais são os sintomas de vertigem visual?

    Pacientes queixam  tontura crônica, do tipo mal estar, desorientação,  visão embaçada ou névoa visual (sensação de flocos de neve no campo visual), que piora em ambientes “visualmente movimentados”, como andar entre as prateleiras de supermercado, shoppings, multidões em movimento, etc. Fotofobia (mal estar em locais com muita luz), dificuldade visuo-espacial (dificuldade de perceber distância e profundidade), aura visual (manchas na visão ou pontos cintilantes em pacientes com enxaqueca) também são queixas comuns.

  3.  Quais as causas da vertigem visual?

    Pode ocorrer de maneira espontânea, mas muitas vezes ocorre no processo de recuperação de uma doença do labirinto, especialmente  tontura perceptual postural persistente, mas também  migrânea vestibular e hipofunção vestibular. O paciente diz que muda o tipo de tontura. Por exemplo, no início o paciente queixava de tontura aos movimentos da cabeça, mas depois de um tempo começa a ter tontura quando anda em rua movimentada. 

  4. Como é feito o diagnóstico da vertigem visual?

    A posturografia dinâmica ou a vertical visual subjetiva dinâmica dão o diagnóstico de certeza, mas não são exames facilmente disponíveis no nosso dia a dia, motivo porque muitas vezes o diagnóstico é feito pelos sintomas e história clínica. 

  5. Qual é o tratamento?

    O tratamento é com reabilitação vestibular, através de exposição progressiva aos estímulos de movimento visual e ao conflito visuovestibular, além de estímulos optocinéticos. Além disso, é importante o tratamento da doença vestibular subjacente e, às vezes, uso de medicações, como antidepressivos.

Dra Kênia Assis Chaves

Médica Otorrinolaringologista

CRMMG 52018

RQE 33072
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